Família que convivia com Michael Jackson acusa cantor de abuso sexual; entenda caso

  • 24/04/2026
(Foto: Reprodução)
O cantor norte-americano Michael Jackson é visto durante apresentação no Estádio do Morumbi, em São Paulo, outubro de 1993. Célio Jr/Estadão Conteúdo/Arquivo Na semana de estreia de "Michael", cinebiografia de Michael Jackson, uma família próxima do cantor entrou com um processo acusando-o de abuso sexual. A informação é do New York Times. A denúncia feita pela família Cascio, que se descrevia como "a segunda família" do Rei do Pop, marca uma reviravolta drástica. Eles defenderam publicamente a inocência do artista por mais de 25 anos, incluindo entrevistas televisivas em que os irmãos (à época, crianças) negavam qualquer interação imprópria com o cantor. Agora, os irmãos Cascio afirmam que tudo foi "uma mentira" e que Jackson teria abusado de todos eles, que hoje são adultos. Os abusos teriam ocorrido em locais diversos, desde o rancho Neverland até shows e turnês. Filme sobre Rei do Pop não retrata vida complexa do cantor; g1 já viu Família tinha acordo com espólio Ainda segundo o New York Times, anos antes de entrarem com o processo, os irmãos Cascio disseram ao espólio que haviam sido abusados ​​por Michael. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Contudo, o espólio de Jackson teria mantido um "acordo secreto" com a família Cascio, determinando que eles receberiam cerca de 16 milhões de dólares ao longo de cinco anos. Na visão do espólio, esse acordo faria com que menos "alegações falsas" viessem à tona. No entanto, em 2025, os pagamentos cessaram e as negociações fracassaram, levando à ação judicial atual. Em resposta, o advogado do espólio, Marty Singer, classificou a movimentação como uma "tentativa desesperada de extorsão", alegando que a família busca centenas de milhões de dólares e está utilizando táticas oportunistas após décadas de apoio ao cantor. As acusações detalham um comportamento predatório severo, alegando que Jackson drogava e estuprava as vítimas, algumas iniciando aos sete ou oito anos de idade. Segundo o documento, o cantor utilizava "lavagem cerebral", presentes luxuosos e códigos específicos para os abusos, além de fornecer álcool e drogas pesadas aos menores. A família afirma que o documentário "Leaving Neverland" (2019) foi fundamental para "desprogramá-los" e ajudá-los a processar os traumas vividos, que teriam sido facilitados e ocultados por funcionários e assessores do artista. Enquanto o filme "Michael" caminha para quebrar recordes de bilheteria para cinebiografias musicais, o debate sobre o legado do Rei do Pop tem se intensificado. O filme retrata a vida de Michael até 1988, antes das primeiras denúncias de abuso sexual virem a público.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2026/04/24/familia-que-convivia-com-michael-jackson-acusa-cantor-de-abuso-sexual-entenda-caso.ghtml


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